Busca

Thomás Guida

Comunicação, literatura e música

De onde vêm as boas ideias?

A partir de uma foto tirada de seu celular do “The Grand Cafe”, a cafeteria mais antiga da Inglaterra, inaugurada em 1650, Steven Johnson faz interessante análise sobre como o meio ambiente interfere na criação de novas ideias, na criatividade e inventividade do ser humano.

O palestrante faz referência de como o aparecimento das cafeterias influenciou, por exemplo, no movimento iluminista há 500 anos, quando as pessoas deixaram de beber álcool o dia inteiro e passaram a consumir bebida mais estimulante.  E mais do que isso, de como a arquitetura dos ambientes favorecem a intelectualidade, o avanço tecnológico e a inovação, passando por conceitos de design thinking, liquid network, momentos eureka, Darwin e satélites.

Johnson buscou durante anos quais os ambientes que conduzem a níveis extraordinários de inovação, buscando padrões nos mais variados locais, compartilhando esse conhecimento em um livro (com tradução em português) e nesta palestra de curta duração, de apenas 17 minutos:

 

“A sorte favorece as mentes conectadas”, Steven Johnson.

Mulheres que influenciaram minha semana #2

1) Sally Ride – primeira mulher americana a ir para o espaço:

 

2) Alcione – participação da cantora brasileira no disco de Hamilton de Holanda intitulado Casa de Bituca, onde o bandolinista candango homenageia a música de Milton Nascimento. Alcione interpreta a música Travessia de maneira primorosa e emocionante. Sem dúvida um dos discos mais bonitos do ano. Está disponível no Spotfy, no link abaixo.

 

3) Esther Phillips (1935-1984) – Cantora de blues e soul:

Estúdio transforma entrevistas reais de personalidades marcantes em animação

A série Blank on Blank é uma produção da Quoted Studios (quotedstudios.org) – estúdio de conteúdo sem fins lucrativos, com sede no Brooklyn. O trabalho deles é dedicado a utilizar o jornalismo animado para preservar e re-imaginar a entrevista norte-americana.

Como funciona? Eles utilizam entrevistas reais dadas por personalidades da música, cinema, artes, literatura e política e transformam em animação, aliando pesquisa e arte, fatos e imaginação, uma das ideias mais inovadoras e interessantes que acompanhei nos últimos anos. Todo conteúdo do canal do youtube deles é gratuito. Bons exemplos não faltam, como esta entrevista do super irônico guitarrista Jimi Hendrix, sua última antes de morrer:

 

Outro exemplo é a entrevista que Louis Armstrong concedeu para dois meninos de 14 e 15 anos que invadiram seu camarim após uma apresentação em 1964, e conseguiram uma exclusiva de 20 minutos para a rádio da escola:

 

Algumas animações/entrevistas são surpreendentemente engraçadas, como esta do líder dos Doors, Jim Morrison, elogiando as pessoas com alguns quilinhos a mais, como ele próprio ostentou na sua juventude. Kurt Cobain, outro exemplo, conta um pouco de sua crise de identidade, em entrevista dada em 1993:

 

 

Os criadores também retratam a vida de cineastas e escritores, como é o caso de Charles Bukowski e Alfred Hitchcock:

 

Resgataram também entrevistas de políticos, como a do falecido líder cubano Fidel Castro, um material raro encontrado pela filha de um jornalista que entrevistou Fidel, em uma antiga fita k7:

Blank on Blank é uma excelente maneira de manter viva a memória cultural e compartilhar a sabedoria de vida que essas pessoas tinham, de maneira inovadora e de forma visual, que acrescenta novas percepções a quem assiste. Outras excelentes produções que fazem parte da série: Nina Simone, B.B King, James Brown, John Coltrane, Hunter S. Thompson, John Lenon, Bob Dylan e outros.

Assista o canal deles:

https://www.youtube.com/channel/UC9pO2YNforRbdwKOh09djKA

Site:

http://blankonblank.org/

Mulheres que influenciaram minha semana

  1. Hatzumy – Menina cubana de 13 nos que sonha em ser boxeadora. Detalhe: o boxe feminino é proibido na ilha. Uma história de superação maravilhosa contada pelo The New Yorker:

 

2. Lianne La Havas – Cantora britânica de apenas 27 anos, compositora e multi instrumentista. Apresentou uma performance única e emocionante da música Say a Little Prayer, de Aretha Franklin, tocando sua guitarra e cantando.

 

3. A filósofa, poeta e psicanalista Viviane Mosé, em entrevista ao Provocações, do saudoso Antônio Abujamra.

 

 

4. Guitar Movies com Annie Clark – Uma guitarrista virtuosa, que gosta de experimentar. Cantora, compositora e líder da banda St. Vincent, altamente influenciada por Jimi Hendrix.

 

Em 25 músicas, o NY Times aponta para onde a música popular norte americana está caminhando

O artigo do New York Times está disponível abaixo. Destaque para a diagramação criativa e atraente do material:

 

Jack White inaugura fábrica para prensar discos

Não é uma simples empreitada de “fundo de garagem”. O músico Jack White, um dos mais inovadores e criativos da cena do rock e do blues americano e mundial, inaugurou na semana passada (25/02) uma fábrica de 10 mil metros quadrados para prensar discos, na cidade de Detroit. A Third Man Records será uma das cerca de 20 espalhadas pelos EUA a prensar discos de vinil. No mundo também são pouquíssimas a fazer este serviço.

Os primeiros discos prensados foram dos Stooges, White Stripes (banda da qual White fazia parte) e MC5. A fábrica é aberta e as pessoas podem ver o vinil sendo transformado na hora e comprá-lo na loja de discos, aberta em 2015, no mesmo local. Na época, White prometeu que faria e fábrica e talvez nem todos tenham acreditado.

A fábrica conta com oito máquinas de prensar discos de última geração importadas da Alemanha. O custo? Em torno de 220 mil dólares cada uma, de acordo com o site da Newbilt Machinery. A capacidade de produção é de 5 mil LP’s a cada turno de oito horas. Podem ser prensados discos de 12″ polegadas e singles de 7″.

TREINAMENTO

As máquinas foram compradas por Jack White em 2015 e foram necessários meses de treinamento para operá-las e entregar os primeiros bolachões. Além disso, eles tiveram de reformar todo o local e instalar uma torre gigante de água e todas as tubulações necessárias. Sem falar da burocracia para conseguir a permissão da cidade para começar a produzir os discos.

Em entrevista para jornais da cidade, o co-fundador e gerente do local, Ben Blackwell, disse “If it was easy, everyone would be doing this”. (Se fosse fácil, todo mundo estaria fazendo).

 

Por enquanto, a Third Man Records está com foco no material da própria gravadora (de mesmo nome, também criada por White). Mas a promessa é atender a demanda de gravadoras grandes, pequenas e independentes no futuro.

RESSURGIMENTO DO VINIL

O crescimento das vendas de vinil nos últimos anos foi vertiginoso. Em 2006 foram 990 mil cópias vendidas. Em 2016 saltou para 13.1 milhões (Nielsen Data). A expectativa é que esse ano as vendas de disco pelo mundo cheguem a um bilhão de dólares (Detroit Free Press).

 

Em 2014, Jack White, que se dedica a fazer coisas jamais feitas na música, protagonizou a gravação de disco em vinil mais rápida da história. Em apenas 4 horas, ele e sua banda tocaram duas músicas, gravaram e levaram o material para prensar, que foi entregue ao público em seguida.

 

SAIBA MAIS:

Site: thirdmanrecords.com

Youtube: Third Man Records Channel

 

Com informações:

Detroit News

Detroit Free Press

 

O esconderijo do jornalista e escritor Gay Talese

O canal no youtube da revista The New Yorker exibiu no dia 22 de julho de 2014, interessante vídeo de curta duração sobre o local onde o jornalista e escritor Gay Talese se retira para escrever. No local ele também armazena quase todo o material que já escreveu, muito bem arquivado e identificado .

O belíssimo encontro do fado português com o choro brasileiro

♪♪ “O que trago dentro de mim preciso revelar
Eu solto um mundo de tristeza que a vida me dá
Me exponho a tanta emoção
Nasci pra sonhar e cantar
Na busca incessante do amor
Que desejo encontrar … ” ♫♫

 

Encontrar um diferencial: chapeleiro põe fogo nas peças antes de vendê-las

O canal Bloomberg mostrou interessante história do empreendedor Nick Fouquet. O americano montou uma chapelaria diferente, na praia de Venice, na Califórnia. Sua técnica se distingue no processo final: ele põe fogo (literalmente) nos chapéus para criar diferentes efeitos em cada peça.

A fila de espera para conseguir os chapéus com sua assinatura é de meses. O vídeo mostra o processo criativo do bem sucedido artista do início ao fim:

 

No site do artista www.nickfouquet.com há mais informações e histórias de como ele produz e cria o seu material.

Blog no WordPress.com.

Acima ↑